"A covardia é a mãe da crueldade"

Eu sou uma mulher bonita, inteligente, culta, bem humorada e que não consegue manter nenhum homem.

Esse último doeu. 

Eu não saía com ele pelo sexo. Não era nem de longe (nem de perto) o melhor sexo do mundo. Não falo isso por despeito, cheguei a comentar isso com uma ou duas amigas quando comecei a sair com ele. Eu saí com ele por ele ser um cara bonito, inteligente e que me divertia bastante.

Tinham marcas nas costas dele. Quando eu vi, incrivelmente não fiz escândalo. Não tive vontade de fazer. Nem brigar eu briguei. Simplesmente disse que vi e pedi que ele me levasse de volta pra casa. 
Tive um enjôo muito forte, muita vontade de vomitar. No carro, tive vontade de quebrar tudo, de bater nele, de quebrar o GPS novinho que ele tinha acabado de comprar, vontade de que ele perdesse a direção do carro e batesse (batida feia mesmo). Tive esses sentimentos por mais ou menos uns 20 segundos. Depois passou. Fiquei calma. Bem calma.

Saí do carro sem quase olhar pra ele e sem me despedir. Ele arrancou logo em seguida, sem que eu tivesse entrado no prédio nem nada.

Não sei o que passou ou passa pela cabeça dele.
Se ele ficou com raiva da pessoa que deixou as marcas.
Se depois ele ficou triste por ter me perdido.
Se ele ficou indiferente.
Sinceramente, não sei.
Talvez tenha ficado indiferente mesmo.

O que me deixa perplexa é a covardia desses homens. Eles chegam, conquistam (me conquistar deu trabalho) e  fazem uma zona na vida da gente.

Eu tenho respeito por aqueles que são livres e não escondem. Aqueles que só querem se divertir e não tentam enganar ninguém. Eu gosto deles. Sabe porque? 
Porque eles jogam limpo!

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