"A covardia é a mãe da crueldade"
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Fruto Proibido
Após bastante tempo sem postar, aqui vamos nós de novo continuando as histórias mais antigas
Nessa história mais do que nas outras, não existe nenhuma alma imaculada. Mas colocando na balança, a parte mais podre eu continuo a ter certeza de que foi a minha.
Ele saía com uma amiga minha que, por sua vez, era noiva. Apesar de frequentarmos a mesma academia, só o conheci por intermédio dessa amiga.
Eu ainda estava namorando.
Ele morava em um local de caminho totalmente oposto a minha casa, mas resolveu começar a me dar carona. Era o tipo de homem que eu não achava muito atraente, mas que tinha a famosa "pegada", tinha seu charme e passava horas conversando com qualquer pessoa. Papo agradável, sorriso fácil. A sua companhia era gostosa.
Era a segunda ou terceira vez que ele me deu carona. Quando fui me despedir, ele me segurou e me deu um beijo. Eu me senti muito mal. Tinha consciência de que não estava só traindo meu namorado (certo, não era a primeira nem a segunda vez), como estava traindo minha amiga. Aquilo sim me deixou arrasada.
Jurei que nunca mais ia acontecer isso e o proibí ele de me levar em casa. Conversávamos bastante sempre que nos encontrávamos. Um dia, eu tinha saído com um cara e ficamos somente nos beijos e amassos, o que tinha me deixado desesperada (e frustrada). Encontrei ele na academia e senti necessidade de desabafar. Ele logo se prontificou a resolver o meu "problema" se eu deixasse. Insistiu para que eu fosse para a casa dele. Eu recusei. Ele insistiu mais, mudei de assunto, ele insistiu de novo. Quando eu ja estava me dando por vencida e quase cedendo, uma das nossas amigas chegou. Eu dei graças a Deus. Mas ele conseguiu uma brecha, insistiu de novo e eu finalmente cedi.
Foi a primeira vez que não deu certo. Eu já sabia desse problema dele com relação à espectativa. Ele não funcionava sob pressão.
Resumo: continuei frustrada.
Passou-se algum tempo e veio o carnaval. Eu já não estava namorando mais.
Estávamos eu, ele e mais duas outras amigas e eu tinha bebido muito. Quando eu bebo eu fico enlouquecida (sexualmente falando mesmo, não consigo me controlar).
Ele ficou cuidando de mim e se comprometeu em me levar pra casa. Mas claro, não sem antes parar numa rua deserta (absurdamente perigoso).
Não foi nada de espetacular nem memorável.
Continuamos nos falando como se nada tivesse acontecido quando estávamos na frente das outras meninas. Eu sempre me sentindo muito mal com a situação e morrendo de medo de descobrirem.
Até que ela descobriu.
Não teve barraco, nem gritaria, nem nada. Ele mentiu para ela dizendo que quando ele me beijou a primeira vez, queria ter contado, mas eu não deixei. Ela acreditou nisso. Conversamos bastante. Eu contei a verdade, mas acredito que se eu estivesse no lugar dela, também não iria querer me ver nunca mais e não acreditaria mais em ninguém.
Eu estava no ápice do descontrole emocional quando tudo aconteceu. Não justifica meus atos. Nada justifica, mas talvez explique.
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O Monumento - Continuação
Há um mês estou saindo com o monumento que me pediu o telefone na rua. Ele é lindo, o corpo é indescritivelmente perfeito. O sexo, inenarrável. Não é brilhante, mas é inteligente. É criativo. É carinhoso. Resumindo: Ele beira a perfeição.
Só que existem alguns problemas: ele é lindo, o corpo é indescritivelmente perfeito. O sexo, inenarrável. Não é brilhante, mas é inteligente. É criativo. É carinhoso. Resumindo: Ele beira a perfeição.
Quando estou com ele, ele me faz sentir a única mulher na vida dele atualmente.
Quando estamos separados, eu desconfiômetro não pára de apitar.
Minhas amigas me dizem para viver o momento. E eu estou lutando com todas as minhas forças para não me deixar envolver demais.
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Freud explica??.. um dia quem sabe...
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